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Austrália O Governo australiano anunciou um programa em colaboração com a Rede Australiana da ICBL para favorecer a universalização do Tratado de Proibição de Minas no Sudeste Asiático. A Austrália foi nomeada Presidente da Conferência de Revisão da Convenção sobre as Armas Convencionais. A Austrália tornou-se co-relator do Comité Permanente do Tratado de Proibição de Minas para a destruição dos Arsenais. Ela destruiu mais 6.460 minas antipessoal não registadas previamente e decidiu reduzir o número de minas que tenciona reter para efeitos de treino para 7 845. A Austrália forneceu clarificações sobre o facto de ser um antigo produtor de minas antipessoal. Aproximadamente $6.8 milhões de dólares americanos foram atribuídos ou gastos em programas de acção contra as minas durante o ano fiscal de 2000/2001.
Bangladesh A 6 de Setembro de 2000, o Bangladesh ratificou o Tratado de Proibição de Minas e entrou em vigor a 1 de Março de 2001. De acordo com oficiais do Bangladesh, forças governamentais do Myanmar continuaram a colocar minas antipessoal dentro do território do Bangladesh. De Janeiro 2000 até Março de 2001, pelo menos nove pessoas foram mortas e seis feridas devido a minas.
Camboja Uma Inspecção Nacional de Primeiro Nível Cambojana está a ser levada a cabo e espera-se que termine em finais de 2001. Durante o ano 2000, um total de 32.2 milhões de metros quadrados de terra foram desminados incluindo a destruição de 22 613 minas antipessoal; educação de sensibilização às minas foi dada a 903 aldeias, alcançando 627 244 pessoas e 802 pessoas foram feridas ou mortas por acidentes com minas, ou seja, uma redução de 24 por cento em relação ao ano anterior. 328 pessoas adicionais foram feridas ou mortas entre Janeiro e Abril de 2001.Em Setembro de 2000, foi criada uma nova entidade de coordenação, a Autoridade Cambojana de Acção contra as Minas e de Assistência às Vítimas. O Centro Cambojano de Acção contra as Minas confrontou-se a uma crise de fundos que resultou no licenciamento da maior parte dos empregados da CMAC e o fecho do conjunto da operações a 13 de Outubro de 2000. Apesar de que o Camboja ter declarado em 1999 que tinha destruído todas as suas minas antipessoal armazenadas, as comunidades locais afirmaram que muitas regiões militares continuam a ter armazéns de minas antipessoal.
Japão O Japão serviu como co-Presidente do Comité Permanente do Tratado de Proibição de Minas sobre Assistência às Vítimas desde Setembro de 2000. O Japão tinha destruiu mais de 220 000 minas antipessoal, em finais de Fevereiro de 2001 e espera destruir 380 000 minas adicionais antes do final de Fevereiro de 2002. Após ter aumentado significativamente $13.2 milhões em 1999, os fundos japoneses para as acções contra as minas diminuíram para $11.86 milhões em 2000. A 26 de Dezembro de 2000, o Japão anunciou um novo compromisso de fornecer 500 milhões de ienes para a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias de desminagem.
Kiribati As Kiribati aderiram ao Tratado de Proibição de Minas a 7 de Setembro de 2000.
Malásia A 15 de Janeiro de 2001, a Malásia completou a destruição de todas as 94 721 minas antipessoal do seu arsenal. A Malásia foi co-relator do Comité Permanente sobre a Destruição dos Arsenais desde Setembro de 2000. A legislação interna, a Lei (Acto) de aplicação da Convenção sobre Minas antipessoal 2000, entrou em vigor a 15 de Junho de 2000.
Maldivas As Maldivas ratificaram o Tratado de Proibição de Minas a 7 de Setembro de 2000 e este entrou em vigor a 1 de Março de 2001.
Nauru Nauru aderiu ao Tratado de Proibição de Minas a 7 de Agosto de 2000.
Nova Zelândia A Nova Zelândia manteve o seu esforço de advocacia internacional em prol do Tratado de Proibição de Minas e a sua contribuição em géneros e financeira aos programas de acção contra as minas. Em Março de 2001, acolheu a Conferência das Nações Unidas para o Desarmamento Regional da Ásia – Pacifico que incluiu discussões sobre minas antipessoal.
As Filipinas O Tratado de Proibição de Minas entrou em vigor para as Filipinas a 1 de Agosto de 2000. O acréscimo das hostilidades resultaram num aumento da utilização de minas por três grupos rebeldes : a Frente Islâmica de Libertação Moro, o Novo Exército de Povo e o Grupo Abu Sayyaf. As forças armadas das Filipinas identificaram 40 incidentes com minas em 2000, resultando em 64 vítimas, incluindo 19 civis. Apesar das Filipinas terem destruído anteriormente todas as suas minas Claymore, emitiram a possibilidade de vir a adquirir novas minas Claymore.
Tailândia Um Inquérito de Impacto de Minas de Primeiro Nível foi levada a cabo de Setembro de 2000 a Maio de 2001. A inspecção identificou 530 comunidades afectadas pelas minas em 27 províncias e registou 3 472 vítimas de minas, incluindo 350 feridos ou mortos durante os dois últimos anos. Desde Agosto de 2000, duas novas Unidades de Acção Humanitária contra Minas foram organizadas, treinadas e colocadas. Um total de 69 346 minas antipessoal armazenadas foram destruídas de Janeiro até Junho de 2000. A Tailândia decidiu de reduzir o número de minas retidas para efeitos de treino para 4 970. Em setembro de 2000, a Tailândia tornou-se no co-relator do Comité Permanente de Peritos sobre o Estatuto Geral e Operativo da Convenção acusou as forças do Myanmar de colocar minas dentro da Tailândia.
Afeganistão No ano 2000, uma média de cerca de 88 vítimas de minas e engenhos explosivos foram registadas, um acentuado declínio em relação àquelas registadas em 1999. Em 2000, Organizações de acção contra as minas assinalaram e cartografaram cerca de 126 milhões de metros quadrados de terra contaminada, e desminaram cerca de 104 milhões de metros quadros de terras afectadas por minas e engenhos explosivos. Um total de 13 542 minas antipessoal, 636 minas antitanque e 298 828 engenhos explosivos foram destruídos durante essas operações de desminagem. As organizações de alerta às minas forneceram treino formal de sensibilização a mais de um milhão de pessoas. A MAPA conheceu uma severa falta de fundos em 2000 de tal modo que não pôde atingir o seu objectivos operacionais para o ano e teve que despedir cinco equipes de desminagem manual, duas equipes de inspecção e dois peritos internacionais. As operações de acção contra minas foram suspensas nas províncias de Badghais e Faryab depois da morte de sete trabalhadores de alerta às minas em Agosto de 2000. Os Taliban e a sua oposição, a Aliança do Norte, acusaram-se mutuamente de colocar novas minas. A Aliança Norte negou perante o Monitor de Minas mas admitiu que continuava a utilizar minas antipessoal a uma missão da UE.
Birmânia (Myanmar) As forças governamentais e pelo menos onze grupos étnicos continuaram a colocar minas antipessoal de forma significativa. Ambos os Governos do Bangladesh e da Tailândia protestaram contra a utilização de minas pelas forças do Myanmar dentro do seus respectivos países. Uma evolução inquietante : alegadamente a utilização de minas está a ser feita pelo Governo e as forças rebeldes mas também por traficantes de droga e bandidos.
Índia A Índia concebeu pela primeira um sistema de mina antipessoal por controlo remoto para efectuar testes de avaliação e realizar protótipos. Concebeu também para produção, uma versão detectável da sua mina M14 não metálica e colocada manualmente. Segundo fontes governamentais, 129 civis morreram e 715 ficaram feridos devido a minas terrestres e engenhos explosivos improvisados no Jammu e Cachemira em 2000.
República Democrática Popular da Coreia Os chefes de Estado da Coreia do Norte e do Sul discutiram a questão das minas terrestres na altura da sua cimeira de Junho de 2000. A Coreia do Norte aceitou uma ligação por transporte através da zona desmilitarizada requerendo a maior operação de desminagem na zona desmilitarizada em 2001, mas o projecto foi suspenso.
República da Coreia (Sul) Em Setembro de 2000, a Coreia do Sul iniciou o projecto de ligação por transporte através da zona desmilitarizada que requer a desarmadilhagem de milhares de minas, mas o projecto foi suspenso. A Coreia do Sul em 2000, declarou que despoletou 1 100 minas antipessoal abaixo da zona desmilitarizada e 4 800 minas antipessoal nas zonas mais retiradas. Foram registadas seis vitimas civis e treze militares em 2000. A Coreia do Sul produziu cerca de 7 000 minas Claymore KM 18A1. A Coreia do Sul ratificou o Protocolo II Revisto da Convenção sobre Armas Convencionais a 9 de Maio de 2001.
R.D.P. do Laos Em 2000, 7.42 milhões de metros quadrados de terra foram desminados e 80 538 engenhos explosivos e minas foram destruídas. A meados de 2001, 43 851 engenhos explosivos e minas foram destruídas. De acordo com a UXO Lao, em 2000, 39 pessoas foram mortas e 63 feridas por engenhos explosivos.
Mongólia Oficiais do Ministério da Defesa reconheceram a existência de importantes arsenais de minas antipessoal. Uma conferência sobre minas terrestres apoiada pelo governo teve lugar entre 27 – 28 de Junho de 2001.
Nepal Os rebeldes maoístas utilizaram minas terrestres artesanais de maneira cada vez mais importante à medida que o conflito se expande. Existem agora indicações sérias que as forças governamentais da policia estejam também a utilizar minas. Parlamentares confirmaram que o Exercito tem arsenais de minas antipessoal. O Governo referiu 2 456 acidentes com minas, matando 1 366 pessoas, entre Fevereiro de 1996 e Junho de 2000. Durante o ano 2000, a Campanha para a Proibição das Minas do Nepal identificou 182 vítimas de minas e de engenhos explosivos improvisados.
Paquistão Aparentemente o Paquistão está envolvido na produção de minas de colocação manual detectáveis e minas de dispersão remota. O Paquistão continuou a modificar o seu arsenal de minas de fraco conteúdo metálico. De Agosto a Dezembro de 2000, a organização não-governamental Human Survival and Development (HSD) levou a cabo uma missão de avaliação na Região das Áreas Tribais Administradas Federalmente e recolheu dados sobre vítimas de minas na Agência (região) de Bajaur. Esta inspecção interna identificou 599 vítimas de minas desde 1980. Em 2000, 31 pessoas foram mortas ou feridas por minas na Agência de Bajaur. A HSD lançou o primeiro programa de sensibilização às minas em Agosto de 2000. Em Dezembro de 2000, tinha coberto a educação de 24 076 pessoas, em algo como 147 aldeias da Agência de Bajaur.
Singapura O Ministério da Defesa reconheceu que Singapura continua a produzir minas antipessoal, e afirma que tem um arsenal “apenas para efeitos de treino e defensivos”.
Sri Lanka O acréscimo de combates resultou num aumento da utilização de minas antipessoal pelas forças do Governo e das forças do LTTE, assim como um acréscimo de vítimas civis e militares de minas. Os programas de acção contra as minas e de sensibilização às minas da ONU foram fechados. Em Março de 2001, um Simpósio sobre o Impacto das Minas Terrestres no Sri Lanka teve lugar em Colombo, e em Maio de 2001, teve lugar uma Conferência sobre a Utilização de Minas por Actores Não-Estatais na mesma cidade.
Vietname O Governo levou a cabo actividades de desminagem relacionadas com construção da nova auto estrada nacional Ho Chi Minh. A desminagem por organizações não-governamentais conheceu um aumento. Os EU e o Vietname assinaram o seu primeiro acordo de assistência de acção contra minas. Uma missão avançada de inspecção foi conduzida em Maio de 2001 em preparação do Inquérito Nacional sobre o Impacto de Minas e Engenhos Explosivos.
Taiwan Em Março de 2001, o Ministério da Defesa Nacional confirmou que Taiwan deixou de utilizar, produzir, ou transferir minas antipessoal. As operações de desminagem continuaram na Ilhas Kinmen.
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